quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Feliz olhar novo para o ano que se inicia!!



FELIZ OLHAR NOVO PARA O ANO QUE SE INICIA!!!

O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história.
O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o aqui e o agora.
Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais...
Mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia?
Quero viver bem! Este ano que passou foi um ano cheio.
Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal.
Às vezes se espera demais das pessoas. Normal.
A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou. Normal.
O ano que vai entrar não vai ser diferente. Muda o ano, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o quê? Acabar com seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?
O que eu desejo para todos nós é sabedoria!
E que todos saibamos transformar tudo em uma boa experiência!
Desejo para você esse olhar especial.
O ano que vai entrar pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso.
Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro.
O ano que vai entrar pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular... Ou... Pode ser puro orgulho!
Depende de mim, de você!
Feliz olhar novo!!!
Que o ano que se inicia seja do tamanho que você fizer.
Feliz Olhar Novo para o Ano que se inicia!!!
Em cada problema um novo desafio...
Em cada dor um novo aprendizado...
Em cada dia um novo momento....
(Carlos Drumonnd de Andrade)

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Homem: o animal que jamais se define.

Para Nietzsche, o homem é “o animal que jamais se define”.

            Jaspers, a partir dessa reflexão, pergunta: quem é esse homem, que se reconhece ligado à nação, à raça, ao sexo, à própria geração, ao meio cultural, à situação econômica e social e que, não obstante, de tudo se pode afastar, colocando-se, por assim dizer, fora e acima de todas essas estruturas em que historicamente se encontra imerso?

            Para o referido filósofo,  o homem, exilado em seu existente, quer ultrapassar-se. Não se satisfaz com ser, numa quietude fechada em si mesma, o perpétuo retorno do existente. Não mais se reconheceria autenticamente como homem, se contentasse com ser o homem que hoje é. Para ele, só na ação sobre si mesmo e sobre o mundo, em suas realizações é que ele adquire consciência de ser ele próprio, é que ele domina a vida e se ultrapassa. Isso ocorre de duas maneiras: por ilimitado progresso no mundo e pelo infinito que se faz presente a ele em sua relação com o transcendente.

            Quem se interroga a respeito do homem, sustenta Jaspers, gostaria de ver dele esboçar-se imagem verdadeira e válida, mas isso não é possível. A dignidade do homem reside no fato de ele ser indefinível. O homem é como é, porque reconhece essa dignidade em si mesmo e nos outros homens. Kant o disse de maneira maravilhosamente simples: nenhum homem pode ser, para outro, apenas meio; cada homem é um fim em si mesmo.

            Mas, do ponto de vista político, o que somos nós realmente, mesmo no interior de nossas fronteiras? Essa é a pergunta que Jaspers nos propõe. Na medida em que a massa participa da prosperidade econômica, desinteressa-se da política, de maneira inquietante. Deixamo-nos governar por uma oligarquia de partidos que se nomeia a si mesma e que não se digna a interessar-se pela população, a não ser às vésperas de eleições. Colocar o voto na urna é o único ato político praticado pelo povo e praticado sem maior reflexão. No fundo, isso equivale a decidir, por aclamação, que a mesma oligarquia de partidos continue no poder. Nenhum dos partidos tem um ideário político. Nenhum deles trabalha em favor da liberdade política interna ou em favor da liberdade de pensamento. Nenhum deles procura ajudar o povo a educar-se politicamente.

            Na visão do autor, se todos soubessem o que a liberdade política realmente é, o poder atual da oligarquia dos partidos se veria enfrentado pelo poder do espírito e da iniciativa popular, especialmente a dos jovens.

            Quando se tem boa fé, não se pode admitir uma opinião diferente, a não ser para acompanhar, a título de concessão, os argumentos do adversário. O bom interlocutor ajuda intelectualmente aquele com quem se defronta. Essa atitude encontra obstáculos no apego aos interesses materiais, no desejo de ter razão e na escravização a fórmulas vazias de sentido. Nessas condições, não mais se ouve e não mais se responde.

            Ele conclui indagando para que servem os debates políticos: são úteis para nossa autoeducação política e nos preparam para a ação. Correspondem ao fórum da vida política da nação. Se outras coisas fossem, não passariam de palavreado vazio, só de interesse para o psicólogo e para os técnicos em manipulação política. E qual é, neste caso, o papel da reflexão filosófica? Serve para esclarecer o debate, esclarecendo-lhe os princípios e objetivos, mantendo presentes ao espírito os fatos essenciais e sua hierarquia, sondando o destino da humanidade e, em resumo, incluindo a política na indagação: para que vivemos nós?

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

SINTRAJUS: O mal-estar do neodesenvolvimentismo

SINTRAJUS: O mal-estar do neodesenvolvimentismo: [Giorgio de Chirico,  Orfeo trovatore Por Giovanni Alves . O neodesenvolvimentismo é considerado por nós como sendo um novo modo de d...

Elysium


Ontem assisti um filme chamado "Elysium", com Matt Damon, Jodie Foster, e os brasileiros Alice Braga e Wagner Moura. Achei muito interessante a temática ficcional do filme: haveria um tempo no futuro em que os ricos construiriam uma nave espacial com características naturais semelhantes à Terra, uma espécie de novo paraíso, onde eles poderiam morar seguros, livres da maioria pobre e ter toda a infraestrutura negada aos outros não privilegiados. O que vemos no mundo atual vai nesse sentido, os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais excluídos, todos tendo que conviver no mesmo mundo. Muitas cercas, muitos equipamentos de segurança, carros blindados, tudo o que for possível para se sentir seguro nesse mundo de opulência para poucos. A violência aumentando em cada canto do planeta. A população aumentando geometricamente e os recursos naturais escassos se acumulando nas mãos de poucos.Uma questão complexa que só uma mudança de paradigma poderia solucionar.